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sábado, 19 de setembro de 2009

Notícias e serviços

Notícias e serviços: um estudo
sobre o conteúdo dos
telejornais da Rede Globo
News and services: a study
on the content of Globo
Network television news
Noticias y servicios: un estudio
sobre el contenido de los
telediarios de la Red Globo
ANA CAROLINA TEMER
Bacharel em jornalismo pela Escola de Comunicação
da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ), especialista em Sociologia pela Universidade
Federal de Uberlândia, mestre e doutora em
Comunicação Social pela Universidade Metodista
de São Paulo, Ana Temer é jornalista da TV Universitária
da Universidade Federal de Uberlândia
e professora do Centro Universitário do Triângulo.
Este trabalho baseia-se na tese de doutorado
defendida na Umesp em 27 de novembro de
2001, sob a orientação do Prof. Dr. José Marques
de Melo. E.mail: temer@triang.com.br.
116 • Comunicação e Sociedade 37
TEMER, Ana Carolina Rocha Pessoa. Notícias e serviços: um estudo sobre o
conteúdo dos telejornais da Rede Globo. Comunicação & Sociedade. São
Bernardo do Campo: PósCom-Umesp, a. 23, n. 37, p. 125-144, 1o. sem. 2002.
Resumo
Estudo comparativo dos quatro telejornais produzidos e veiculados
nacionalmente pela Rede Globo de Televisão – Bom Dia Brasil, Jornal Hoje, Jornal
Nacional e Jor nal da Globo. Particular atenção foi dada à análise das notícias ou
matérias jornalísticas de grande impacto, bem como das matérias jornalísticas
voltadas para a prestação de serviços/comportamento e matérias de interesse
humano. Através da análise de conteúdo de duas semanas simples, foi possível
traçar o perfil editorial dos telejornais de forma a entender os critérios que
determinam os seus formatos finais. Procura-se compreender também e a sua
inserção na programação da emissora, cuja política empresarial tem como meta
à conquista da audiência.
Palavras-chave: Jornalismo – Telejornalismo – Jornalismo comparado – Rede
Globo de Televisão.
Abstract
Comparative study of the four news programs produced and networked by
Globo TV Network - Bom Dia Brasil, Jornal Hoje, Jornal Nacional and Jornal da Globo
(Globo News). Particular attention was given to the analysis of the news or
journalistic articles of great impact, as well as of the journalistic news directed
toward services/behavior installment and news of human interest. Through
content analysis of two simple weeks, it was possible to trace the TV news
publishing profile such as to understand the criteria that determine its final
formats. It was also searched to understand its insertion in the network
programming, whose enterprise politics aims at the conquest of audience ratings.
Keywords: Journalism – Television news – Comparative journalism – Globo
Television Network.
Resumen
Estudio comparativo de los cuatro telediarios producidos y transmitidos
nacionalmente por la Red Globo de Televisión – Bom Dia Brasil, Jornal Hoje, Jornal
Nacional e Jornal da Globo. Se ha puesto énfasis en el análisis de noticias o reportajes
periodísticos de gran impacto, así como en reportajes periodísticos destinados a la
prestación de servicios/comportamiento y los de interés humano. A través del
análisis de contenido de dos semanas simples, fue posible trazar el perfil editorial
de los telediarios para entender los criterios que determinan sus formatos finales.
Se busca comprender también su inserción en la programación de la emisora, cuya
política empresarial tiene como objetivo la conquista de audiencia.
Palabras-clave: Periodismo – Telediario – Periodismo comparado – Red Globo
de Televisión.
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Introdução
Este trabalho tem como objeto os telejornais exibidos nacionalmente
pela Rede Globo de Televisão – Bom Dia Brasil, Jornal Hoje, Jornal Nacional
e Jornal da Globo Estes são analisados com o objetivo de mostrar como a
Rede Globo de Televisão apresenta a realidade social em que está inserida.
A hipótese considerada é de que o telejornalismo veiculado pela emissora
é predominantemente um espaço de orientação de comportamentos, ocupado
por matérias de serviço e/ou matérias de interesse humano. Tratase
de uma análise importante, porque, apesar da relevância do telejornal
como gênero informativo, nenhum autor analisou o conjunto do telejornalismo
da Rede Globo, emissora líder de audiência e que afirma possuir
o maior número de programas jornalísticos da televisão brasileira.
O suporte teórico que adotamos é a teoria funcionalista, em que
o sistema social é entendido como um organismo cujas partes desempenham
funções de integração e manutenção do sistema: O funcionalismo
busca detectar como as transmissões jornalísticas, informativas
e de entretenimento articulam essas funções e disfunções, confirmando
as normas sociais. Na realidade latino-americana é preciso também considerar
que o papel da comunicação de massa deve ser preparar ou orientar
a população para a inserção no processo de desenvolvimento
(Schramm, 1970, p.177-221).
O que tivemos em vista foi uma análise de conteúdo, mas não
nos limitando a “contar dados”. Na abordagem quantitativa foram destacadas
a periodicidade e a repetição de tipos, assuntos, formatos e abor118
• Comunicação e Sociedade 37
dagens. Na análise qualitativa foram analisadas as características determinantes
das mensagens, a veracidade e a intenção do discurso ou suas
contradições e falhas. Além disso, durante a primeira semana da amostra
foram acompanhadas presencialmente as reuniões de pauta realizadas na
Central Globo de Jornalismo, em São Paulo.
A análise teve início com a classificação do material por categorias
e gêneros. Para avaliar a questão das notícias versus serviços, foi realizada
uma classificação das matérias pelo tipo. Enquanto as categorias dizem
respeito a uma ação de informar ou opinar e o gênero diz respeito à
forma, o tipo fixa-se na questão do conteúdo em si mesmo ou do aspecto
valorativo que determina a sua “publicação/transmissão”.
A classificação por tipo obedeceu inicialmente a três pontos fundamentais:
a notícia, valorizada em função da informação que carrega; as
matérias de serviços, valorizadas em função do uso em potencial da
informação; e as matérias de interesse humano, valorizadas em função
do conteúdo emocional.
Além da introdução dos tipos híbridos, a pesquisa exploratória
apontou a necessidade de a classificação ser ampliada com a inclusão do
tipo de repercussão e do tipo de denúncia. O primeiro refere-se às matérias
que não somam valores-notícias suficientes para a sua veiculação, mas
que ganham espaço na mídia por darem seqüência a matérias relevantes
divulgas anteriormente. O segundo engloba as matérias investigativas que
resultam em denúncias. Embora os temas tratados sejam graves, na maioria
dos casos não podem ser considerados fatos novos.
Nosso estudo teve como amostra 44 edições de telejornais,
correspondendo a dez do Bom Dia Brasil, doze do Jornal Hoje, doze
do Jornal Nacional e dez do Jornal da Globo, gravadas em duas semanas
simples consecutivas, começando na segunda-feira, 24 de julho, e terminando
no sábado, 05 de agosto de 2000, e “decupadas” a partir da:
unidade “matéria jornalística”, totalizando 898 matérias jornalísticas, e
por tempo em segundos.
Cenários e personagens
A Central Globo de Jornalismo, em São Paulo, fica no número 46
da rua Chucri Zaidan. A redação está no primeiro andar, num espaço
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onde boa parte dos profissionais são os “produtores”, que acumulam
as funções de pauteiros. Os produtores providenciam dados, personagens
e entrevistados (especialistas ou autoridades) e reciclam fatos já
noticiados, abastecendo a informação com novos detalhes.
O ponto decisivo para a produção/veiculação das matérias é a reunião
de pauta. Dela participam editores, chefes de reportagem e produtores,
além de eventuais representantes de diferentes seções, do departamento
de arte etc. e, verbalmente, jornalistas de outras praças. Depois
inicia-se a construção do “espelho”, no qual matérias vão sendo incluídas
e excluídas, até uma versão final, que deve estar pronta na hora do dead
line do jornal.
A primeira reunião, às 7h30, é a do Jornal Hoje. Carlos Nascimento,
seu editor, chega com um pré-espelho e, após conversar com os colegas
de São Paulo, começa a rodada com as “praças”, que oferecem
matérias. A reunião prossegue em média até as 10:30, com a participação
marcante de Cristina Serra, de Brasília.
A pauta do Bom Dia Brasil é feita com um dia de antecedência, às
900. Em São Paulo, é a reunião menos concorrida, com uma conversação
diferenciada sobre economia, corrupção e política.
A reunião de pauta do Jornal Nacional começa às 10h30 com uma
“chamada” do Rio de Janeiro. É uma reunião rápida, em que Brasília, São
Paulo e as demais praças oferecem matérias, comentam o material produzido
e cobram matérias ainda não veiculadas. Assuntos são analisados,
aceitos ou descartados, com poucos comentários. Uma segunda reunião
tem início por volta das 13:00. É a verdadeira reunião de pauta do
departamento e funciona como incubadora de idéias.
A reunião do Jornal da Globo é às 16h30. Para os editores, esse
telejornal deve refletir o factual: “pegar o que já foi dito”, analisar ou dar
um novo enfoque. Mas há pouco o jornal estava em fase de mudança:
na sala ao lado, a noticiarista/editora, Ana Paula Padrão, e o diretor de
Jornalismo, Amauri Soares, discutiam o assunto. Nessa reunião tem uma
participação marcante o Departamento de Esporte, localizando o horário
e a possível duração dos jogos que serão transmitidos.
As duas semanas da amostra foram marcadas por acontecimentos
diferenciados. Na primeira semana ocorreu a queda do Concorde na Fran120
• Comunicação e Sociedade 37
ça, matéria factual que atingiu a mídia mundial. Foi também a semana do
Criança Esperança, um projeto da Unicef, apoiado pela Rede Globo, e do
jogo entre as seleções brasileira e argentina de futebol. Também foi destaque
o acordo do Governo com as empresas farmacêuticas para um congelamento
do preço dos remédios. Finalmente, no último dia útil da semana,
teve lugar um acidente com os trens suburbanos em São Paulo.
A segunda semana foi marcada pela expectativa do depoimento do
ex-secretário geral da Presidência, Eduardo Jorge, tema que ocupou mais
espaço nos telejornais do que a queda do Concorde francês em Paris.
Outro tema importante da semana foram as chuvas com vítimas fatais
na região Nordeste. O acidente dos trens ocorrido no final da semana
anterior foi destaque na segunda semana. Também foram importantes
o seqüestro dos turistas por índios no Pará e o assassinato de uma família
em Minas Gerais.
A somatória das duas semanas também revelou uma significativa
quantidade de matérias sobre a perseguição ao juiz Nicolau dos Santos
Neto, até então foragido da justiça.
Os quatro telejornais
O material publicitário da Rede Globo de Televisão aponta que,
com exceção do Bom Dia Brasil, a audiência feminina tem uma discreta
supremacia, sendo que o público percentual de mulheres do Jornal Nacional
(61%) é superior ao do Jornal Hoje (59%), conforme grade de programação
da Rede Globo (TV Globo, 1999).
O Bom Dia Brasil se destaca dos demais telejornais, alcançando um
índice significativo nas camadas A e B, o que confirma a orientação do
telejornal para um conteúdo mais elitizado. Nas camadas D e E, o
telejornal com maior representatividade é o Jornal Nacional.
O publico infantil está parcamente representado, mas também na
faixa de 18 a 24 anos os percentuais são baixos. O público mais velho,
na faixa superior a 50 anos, é representativa no Jornal Hoje (31%) e no
Jornal Nacional (27%).
O telejornal mais segmentado da emissora é o Bom Dia Brasil e o
mais generalista é o Jornal Nacional, enquanto o Jornal Hoje se divide
121
entre manter vínculos com um publico preferencialmente feminino ou
se afirmar em busca de um público não-segmentado.
O telejornal que contém o menor número de matérias é o Jornal
Hoje, seguido de perto pelo Jornal da Globo. O número de matérias do
Jornal Nacional é o mais alto. O gênero que predomina em todos os
telejornais é o informativo e o formato predominante é a reportagem,
mas a nota coberta também tem um espaço significativo. Os formatos
internos, escaladas e chamadas obedecem a um padrão diferenciado
para cada telejornal.
Bom Dia Brasil
O Bom Dia Brasil é encaixado num horário que coincide com o café
da manhã dos executivos. É o telejornal que tem maior duração (cerca
de um hora, incluindo intervalos comerciais) e está em segundo lugar na
somatória final do número de matérias. O formato é bastante definido,
com prestação de serviço na área de economia.
É um telejornal com um número relativamente grande de matérias
opinativas. No total, o ele apresentou 104 matérias informativas e sete
matérias opinativas (duas crônicas e cinco comentários) na primeira semana;
114 matérias informativas e treze matérias opinativas (uma crônica,
dez comentários e duas colunas) na segunda semana.
Em termos de tempo, as matérias informativas ocuparam 92% do
telejornal na primeira semana e 88% na segunda semana. O tempo dedicado
a matérias opinativas foi de 7% para comentários e 1% para crônicas
na primeira semana; e de 1% para crônicas, 9% para comentários e
2% para colunas, na segunda semana.
Em ambas as semanas, foi majoritário, no gênero opinativo, o
formato de comentário, sendo que boa parte do material opinativo esteve
ligado à economia. Comentários esportivos também estiveram presentes,
mas tenderam a ser mais leves. Quando o assunto era política ou
corrupção, o tom foi mais ácido, eventualmente indignado.
Uma análise da somatória dos tempos, a partir do formato das
matérias informativas, destacou a importância do formato de reportagem,
considerado o mais completo do telejornalismo.
122 • Comunicação e Sociedade 37
A análise por tipo mostrou a predominância dos serviços na primeira
semana. Na segunda semana o tipo de repercussão superou o
serviço em número de matérias, mas perdeu na somatória do tempo. O
serviço esteve vinculado à economia, assunto predominante na amostra
estudada. O segundo assunto mais presente na primeira semana foi o
esporte, e na segunda semana, a corrupção, fraudes e questões éticas. No
conjunto de telejornais analisados, o Bom Dia Brasil apresentou o menor
percentual no tipo de interesse humano.
Na primeira semana, 84% do tempo dos telejornais foram dedicados
às matérias nacionais. Na segunda semana, esse índice subiu um ponto.
Na distribuição das matérias de origem internacional, Estados Unidos/
Canadá e Comunidade Européia somados obtiveram cerca de três quartos
do espaço, ficando os outros países/continentes com o espaço restante.
Nas duas semanas houve regularidade nos assuntos economia,
esporte, corrupção, fraudes e questões éticas, que estiveram presentes em
todas as edições. Política podia até ter se ausentado, uma vez que os
temas ligados à corrupção, aparentemente, substituíram este assunto.
Jornal Hoje
O Jornal Hoje é o menor em tempo e se alterna em menor número
de matérias com o Jornal da Globo. É o único telejornal que não tem matérias
opinativas, trabalhando com matérias de tempo médio baixo (68”)
e se preocupando em abordar um grande número de assuntos. Dentro da
dinâmica do fluxo de programação da emissora, ele corresponde ao horário
para o descanso da “dona de casa” após terminar o almoço.
Esse pretende ser o telejornal do “tempo presente”, enfocando os
fatos enquanto estão acontecendo. Tal chavão é passado ao telespectador
de forma sutil, como nas vinhetas “o tempo agora”. O telejornal tem
um grande número de inserções ao vivo, quase todas chamadas de
Brasília, com Cristina Serra, que funciona como uma segunda noticiarista.
O formato predominante é a reportagem, vindo em segundo lugar
as notas cobertas e, em seguida, os boletins, formato próximo do flash,
reforçando a idéia de imediatismo e uma mística de agilidade e proximidade
do fato.
123
A editoria demonstra ter especial atenção pelas matérias de serviço
ligadas à dieta, mas no material veiculado o serviço está mais ligado ao
bem-estar social. O telejornal também dedica muito espaço a matérias de
interesse humano.
Na sexta-feira e no sábado, o Jornal Hoje promove outros programas
da emissora, como, nas semanas estudadas, principalmente, Globo Repórter,
Fantástico e Criança Esperança, único programa não-jornalístico lembrado.
Mais de dois terços das matérias foram nacionais. Por estado, São
Paulo esteve na frente, seguido de Brasília e, depois, Rio de Janeiro.
Juntos, os três ocuparam quase três quartos das matérias nacionais. A
maior parte das matérias internacionais veio dos Estados Unidos e da
Comunidade Européia, que predominou em ambas as semanas.
O tema “acidentes” esteve mais presente na terça-feira em que caiu
o Concorde e no sábado seguinte ao acidente com trens urbanos em
São Paulo. O assunto “economia” foi bem representado, mas o enfoque
esteve na racionalização dos gastos, na defesa do consumidor e em serviços
diversos. No assunto “entretenimento/diversão”, o turismo ganhou
espaço, mas quase que unicamente aos sábados.
Jornal Nacional
Carro-chefe do jornalismo da Rede Globo, o Jornal Nacional é também
o maior casa em número de matérias O número alto e a variedade
da abrangência das matérias refletem a necessidade de esse telejornal
estar em toda parte, saber de tudo. Se não consegue chegar a esse ponto,
deixam vazar essa ilusão.
O telejornal é apresentado pelos jornalistas William Bonner e Fátima
Bernardes, representantes da moderna família feliz. Eles substituem
a neutralidade forçada de Cid Moreira por uma espécie de racionalidade
diplomática, em que preferem mostrar dados em vez de opinar. A postura
reflete uma opção da emissora, que se contrapõe aos jornais e programas
jornalísticos de caráter sensacionalista.
O Jornal Nacional tem uma ampla maioria de matérias informativas,
em que predominam as reportagens. Mas as matérias opinativas têm
grande importância, pois deixam transparecer a opinião e o posicionamento
da emissora.
124 • Comunicação e Sociedade 37
O serviço foi o tipo dominante na primeira semana analisada. Na
terça-feira, dia da queda do avião, o índice do tipo “notícia” aumentou,
enquanto o de serviço caiu, mas no sábado, quando a notícia do acidente
dos trens foi o principal assunto do telejornal, o índice do tipo
“serviço” continuou alto.
O índice de repercussão foi relativamente alto, o que evidencia uma
preocupação dos editores em acompanhar de perto o desenvolvimento
de questões importantes e notícias anteriores.
Dentro das matérias mistas, de interesse humano/serviço, estão as
matérias de autopromoção: reportagens sobre o programa No limite ou
atividades da Criança Esperança/Unicef.
Na origem das matérias nacionais, São Paulo disparou na frente na
primeira semana e quase empatou com o Rio de Janeiro na segunda. O
jornal teve um maior número de matérias internacionais: Estados Unidos
e Canadá estiveram representados por 17 matérias e somaram mais
de 50% dos tempos, tendo a Comunidade Européia ficado em segundo
lugar. A América Latina manteve-se com 7% na somatória dos tempos,
mas na segunda semana perdeu para o Oriente Médio. As demais
regiões estiveram representadas apenas na segunda semana.
Dois assuntos estiveram todos os dias no Jornal Nacional: esportes,
com 44 matérias nas duas semanas estudadas, e corrupção, fraudes e
questões éticas, com 34 matérias, sendo que neste assunto esteve incluído
o depoimento do ex-secretário Eduardo Jorge, a maior matéria da
amostra (5’35”).
Ciência, tecnologia e informática têm presença regular no telejornal.
A maior parte mostra resultados de pesquisas brasileiras, ao contrário do
Jornal Hoje, que, quando aborda tais temáticas, trabalha bastante material
de origem internacional. Saúde, bem-estar e educação apresentam matérias
ligadas à questão da cidadania.
Jornal da Globo
Último telejornal da emissora na ordem diária, os editores do Jornal
da Globo consideram o fato de que o telejornalismo vai perdendo audiência
à medida que a noite avança. Nas duas semanas estudadas, foi o telejornal
que apresentou um menor número de matérias, com um tempo médio
125
de 73”. A maior parte do telejornal foi destinada a matérias informativas,
tendo o gênero opinativo se limitado a quatro comentários e quatro crônicas.
Transmitido de São Paulo, é o telejornal da reflexão.
Nas matérias informativas, a reportagem é o formato com maior
índice, mas o telejornal se destaca pela pouca variedade nos formatos.
O Jornal da Globo apresentou uma maior incidência do tipo de repercussão.
O tipo de serviço veio em segundo lugar em ambas as semanas,
mas alcançou o menor índice quando somado o percentual do tempo.
Em função do horário, é comum esse telejornal ter como matéria
principal o resultado de partida(s) de futebol realizada(s) pouco antes. Na
somatória do percentual de notícias, ele foi semelhante aos demais
telejornais da casa e chegou mesmo a ser superior na segunda semana. Mas
houve pouco espaço para denúncias e, numa observação qualitativa, apenas
uma matéria pôde ser considerada uma verdadeira denúncia. O tipo misto
de serviço/interesse humano esteve na média dos demais telejornais.
O Jornal da Globo apresentou a terceira maior soma de matérias
jornalísticas nas matérias internacionais. Na somatória dos tempos, ficou
evidencianda a maior incidência de notas.
Na primeira semana, considerando a origem das matérias nacionais,
São Paulo ocupou a primeira posição, seguido de Brasília ou Rio de Janeiro.
Na segunda semana, foi aberto espaço para Minas Gerais (assassinato
múltiplo), Pará (seqüestro de turistas) e Pernambuco (chuvas no Nordeste).
Nas origem das matérias internacionais houve uma inversão das posições
da Comunidade Européia com os Estados Unidos e Canadá.
Também foi alta a média do assunto “esportes”, principalmente
em função dos jogos de futebol à noite. A economia foi majoritária em
número de matérias na primeira e na segunda semana, mas perdeu espaço
na somatória dos tempos na segunda semana.
O cotidiano, com otimismo
O Bom Dia Brasil tem uma clara preocupação com um público-alvo
que a própria emissora assume como diferenciado. Para atender a esse
público, o jornal se concentra na prestação de serviços em economia,
principalmente em investimentos. A definição do público é demonstrada
por outros fatores, como a linguagem refinada e até mesmo irônica.
Também impressiona o fluxo relativamente livre dos comentários.
126 • Comunicação e Sociedade 37
Fica clara a posição privilegiada dos apresentadores, que transmitem a
idéia de um “casal feliz”. Em Brasília, Alexandre Garcia partilha essa felicidade:
é uma “extensão dos nossos olhos no Planalto”: tudo sabe e tudo vê
e sobre tudo pode opinar, segundo jargão existente no meio jornalístico.
O Jornal Hoje tem uma preocupação maior com serviços nas áreas
da alimentação, educação (principalmente primária) e assistência ao menor.
Um reflexo de um telejornal que durante muito tempo foi direcionado
para o público feminino, mas que agora parece estar à procura de
um novo perfil.
A escolha das matérias de serviço no Jornal Nacional está vinculada
aos serviços públicos e ao assunto “saúde e bem-estar social”, com tons
de crítica à eficiência do Estado. É uma postura editorial que teve início
com a exibição de cenas de flagrantes de violência policial na cidade de
Diadema, em São Paulo quando o telejornal obteve um pico de audiência
de 45 pontos e uma ampla repercussão na mídia.
A corrupção se firma como o grande mal social e dá origem a grandes
matérias especulativas onde, como a novela, a narrativa é serializada.
A imprensa exerce a sua função de vigilância, mas também uma
relação de poder, uma vez que a “escolha” dos temas obedece a critérios
jornalísticos e não sociais/morais/policiais. Ao fazer essa pressão, a
imprensa interfere nas relações sociais, alterando-as.
O Jornal da Globo exibe um sutil direcionamento para o público
masculino, com a utilização de personagens deste sexo, mais espaço para
o esporte e assuntos econômicos.
O telejornal apresenta menor número de matérias de serviço,
muitas delas ligadas à questão do consumo. No jornalismo da Rede
Globo não existe um estímulo ao consumo direto, mas é inevitável que
a citação de serviços e novidades induzam à estimulação de hábitos de
consumo, identificável na valorização do moderno, do tecnológico e nas
matérias de turismo.
A notícia de alto impacto se repete basicamente com as mesmas
informações e as mesmas cenas fortes em todos os telejornais da casa.
Informações relevantes não são esquecidas, mas boas imagens possibilitam
matérias maiores. O telejornalismo da Rede Globo também se preocupa
em dar nome e rosto a cada fato, utilizando principalmente “personagens”.
127
A dinâmica da cobertura dos dois acidentes (queda do Concorde e
colisão de trens) apresentou diferenças em relação à cobertura das chuvas
no Nordeste na semana seguinte. Nos acidentes a regra foi o espanto; nas
chuvas – catástrofes naturais – o tom foi de conformismo, resignação.
A observação dos dados quantitativos obtidos na análise dos
telejornais aponta uma clara predominância das matérias de serviço. O
telejornalismo nacional da Rede Globo se abastece do cotidiano, mas
sempre com otimismo, sempre divulgando a idéia da construção de um
mundo melhor Esse mundo melhor tem algumas características específicas,
como salientamos a seguir.
Ciência e a tecnologia: o futuro (quase) ao nosso alcance
O telejornalismo da Rede Globo vê no saber científico a conquista
de um mundo melhor. No que diz respeito à divulgação desses novos
saberes, ele reveste a informação de uma idéia de descoberta, de ineditismo.
Na maior parte das vezes a “novidade” é colocada na tela antes
de o público ter acesso ao consumo. O tempo do material jornalístico
sobre ciência é o tempo futuro e “...tem como álibi a promessa de um
futuro melhor, conformado em uma cura ou um conforto pelo qual vale
a pena esperar” (Rubim, 2000, p.62).
No conjunto desse material, ganham destaque as matérias de origem
internacional. Boa parte do saber continua vindo do Hemisfério Norte, mas
o número de pesquisas desenvolvidas no Brasil também é significativo.
As matérias sobre ecologia e meio ambiente apresentam um tipo
diferente de progresso – o progresso desrespeitoso do próprio saber
científico. E aí novamente entram os homens de ciência, que dão diagnósticos
e prevêem o tempo necessário para a cura.
O especialista pesquisador dá ao saber um valor moral, dignificado
pelo trabalho(pesquisa científica) testado, regulamentado e reconhecido
por pessoas idôneas.
São Paulo, Rio de Janeiro, Londres e Nova Iorque
O telejornalismo nacional da Rede Globo aponta uma nítida valorização
das matérias nacionais, ainda que privilegiando as regiões mais
ricas. A maior parte das matérias é produzida na região Centro-Sul do
128 • Comunicação e Sociedade 37
País, com domínio de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. No aspecto
qualitativo, as notícias de outros estados só ganham espaço quando trazem
catástrofes, dramas pessoais ou aspectos pitorescos.
O comportamento dos editores nas reuniões de caixa deixa claro
que existe uma hierarquia diferenciada entre os participantes. Rio de Janeiro,
São Paulo e Brasília informam as matérias que estão no espelho,
as demais praças “oferecem” e “sugerem” a inclusão do seu material.
No telejornalismo da Rede Globo, a cidade é o pólo onde tudo
acontece, onde a vida social e política e, sobretudo, a econômica segue
um ritmo acelerado. No interior e nas periferias, estão os despossuídos,
os que nada têm.
No período estudado, foi exemplar a matéria sobre descendentes
de escravos em Goiás, cujo sonho é ter acesso à televisão para “ver o
mundo”. O mundo real não é o que vivem, é o que está na televisão.
O Brasil retratado na televisão está “de frente para o mar e de
costas para o Brasil”1 : “com olhos voltados para os Estados Unidos e
Europa, (...) de onde acreditam provirem todo o progresso e a civilização
que a espécie humana pode almejar” (Priolli, 2000, p.14-15).
A escolha de Londres e Nova Iorque para sede dos escritórios
internacionais retrata bem “por onde” chegam as informações. A escolha
se torna ainda mais importante em função do “truque” de incluir uma
passagem “de Londres” ou “de Nova Iorque” para “ilustrar” as matérias
de outros países. O recurso dá agilidade e dignidade ao assunto, transmitindo
a idéia de que “o mundo está preocupado”.
Na cobertura internacional existe também uma discreta preferência
por notícias da América Latina.
Esporte, o espaço para emoção
O conjunto do telejornalismo da Rede Globo é marcado pela seriedade.
Mas, “no modelo esportivo da produção dos telejornais, as
notícias são apresentadas tal qual um jogo de futebol” (Marcondes Filho,
2000, p. 80).
1. A frase, de Milton Nascimento e Fernando Brant, está presente na música Notícias
do Brasil (Os pássaros trazem), do LP Caçador de Mim, da Gravadora Barclay, 1982.
129
Os atletas são apresentados como vencedores e impregnados de
um “padrão positivo”: é destacada a origem humilde, a dedicação à família
e o apreço aos amigos. No telejornalismo, o atleta é o “homem
público”, está no “palco” e dispõe de uma platéia fiel.
A imagem do brasileiro que vence por meio do esporte é tão forte
que se torna tema da campanha institucional da emissora. O esporte
torna-se a possibilidade de fuga (da miséria, das drogas, da contravenção)
e o caminho da ascensão social.
Fica claro também que, quando o evento esportivo é transmitido
ao vivo pela emissora, torna-se matéria obrigatória no telejornalismo.
Um telejornalismo com políticos, mas sem política
Na sociedade brasileira, a televisão emerge como a principal fonte
de representação social e política. Mas o ritmo frenético dos telejornais
não combina com a tomada de decisões políticas. Além disso ,“os brasileiros
enxergam sua política como uma dimensão alienada, sobre a
qual não tem controle. (...) Imaginam que seja possível conduzir uma
sociedade sem política” (Ribeiro, 2000, p.136).
Essa negação da política está presente nos telejornais da Rede Globo.
Mas diariamente é possível identificar os políticos participando e
acompanhado as Comissões Parlamentares de Inquérito – as CPIs.
Nessa função os políticos conquistam visibilidade, fator decisivo
em eleições futuras. O retrato exposto no telejornalismo da Rede Globo
mostra uma sociedade sem política, mas com políticos.
A economia privada e a corrupção pública:
seriedade x ineficiência
No telejornalismo da Rede Globo existe uma clara diferença entre
a economia privada e a gestão dos recursos públicos. A primeira é séria
e eficiente; a segunda, obsoleta e ineficiente.
As empresas que se modernizam são criativas e expandem-se em
novos campos de trabalho. A gestão do Estado é marcada pela ineficiência.
O tema é uma constante na emissora, de tal forma que há uma
serialização dos temas ligados à corrupção que obedece a regras da ficção.
130 • Comunicação e Sociedade 37
A divulgação dessas matérias representa o cumprimento de uma
das funções sociais dos meios de comunicação, a vigilância sobre o meio.
Mas o seu conjunto representa o perigo de um desgaste do tema.
No telejornalismo da Rede Globo, a corrupção é resultado do
gigantismo e da desorganização do Estado. Indiretamente, a emissora
sugere um processo de reestruturação da coisa pública via denúncias. A
ação do indivíduo – ampliada pela divulgação no telejornalismo – faria
funcionar o que não funciona.
Autopromoção, solidariedade e esperança
Uma parcela importante do telejornalismo da Rede Globo é voltada
para a autopromoção. Da mesma forma, uma parte significativa do
material exibido pela emissora traz um conteúdo otimista.
Nas semanas analisadas, autopromoção e otimismo estiveram direta
ou indiretamente ligadas ao programa Criança Esperança, cujo tema era o
esporte. A quase totalidade das matérias apresentadas estava ligada à
educação: escolas e outras entidades usando o esporte para tirar as crianças
carentes da rua.
A elite cultiva a idéia de que a educação é o caminho para dotar os
desprivilegiados de recursos para a ascensão socia, sem provocar uma
mobilidade descendente de outros setores (Reis, 2000, p. 6). Nas ruas,
a pobreza é vista como uma ameaça à manutenção da ordem: a emissora
se orienta pela maneira como a elite “enxerga” o problema, em uma ação
que reforça a descrença na capacidade do Estado para implantar soluções
para o problema desigualdade social.
No Brasil, hoje, sociedade designa o poder econômico (as elites) e
o social remete a políticas para minorar a miséria. No social está o “saco
sem fundo” que o Estado, perdulário e arcaico, não consegue alimentar
(Ribeiro, 2000).
Quando as empresas assumem esse “social”, vinculam o seu
nome a “boas ações” e aumentam a empatia com o público, criando elos
que vão além dos índices de audiência imediatos. Além disso, o material
auto-promocional da Rede Globo reforça o conceito de que tudo o que
a empresa produz é especial. Mais do que dar notícias, ela “faz” notícia.
131
Considerações finais
O telejornalismo veiculado nacionalmente pela Rede Globo de televisão
é um prisioneiro do seu tempo, refletindo – algumas vezes sem
refletir – os modelos, padrões de comportamento e preconceitos desse
tempo. Dessa atualidade ele incorpora um o espírito de modernidade
(ou pós-modernidade), revelado através de questionamento às autoridades,
desprezo e distanciamento da política, confiança no progresso
e na tecnologia, abandono da perspectiva da intervenção coletiva na
sociedade, crença no aperfeiçoamento do homem e na valorização permanente
da velocidade.
O telejornalismo é prisioneiro de sua capacidade de produção, limitada
pelo relógio e pela disponibilidade de recursos, da necessidade de
divulgar com rapidez. Não se trata de um mal exclusivo da Rede Globo,
mas assume maiores proporções na empresa, que constrói o seu padrão
de qualidade através do ineditismo e imediatismo.
A rapidez deste modelo telejornalístico resulta na permanente fragmentação
da informação. O número de matérias é alto, mas o tempo
médio das matérias é baixo. Trata-se de um padrão editorial, uma opção
por telejornais rápidos e abrangentes.
A fragmentação está também no conjunto: os editores não tomam
como ponto de partida os telejornais anteriores, embora estejam conscientes
da importância de dar seqüência a alguns assuntos.
As matérias de serviço são basicamente inéditas: construídas de
forma particularizada e fragmentada, não trazem uma visão conjunta de
prestação de serviço e/ou utilidade pública. A utilização do personagem
como um elemento fragmentado e recortado da realidade compromete
ainda mais a representação desta realidade incompleta.
Merecem reprises ou reedições as grandes matéria factuais, o que
torna a ação de reeditar o material uma necessidade. As matérias do
telejornal são ao mesmo tempo inéditas (para quem não viu) e velhas
(para quem já viu outros telejornais). O ritmo frenético do telejornal faz
com que as notícias envelheçam rapidamente e requer um constante esforço
de imaginação para manter o assunto na pauta.
Lembrar, relembrar algo já mostrado é penoso para o jornalista.
Além de não identificar nessa ação uma função da imprensa, os jornalistas
132 • Comunicação e Sociedade 37
têm dificuldades em assumir que a informação anteriormente veiculada
foi ignorada ou esquecida.
Na maior parte das vezes não transparece uma reflexão sobre o
material exibido na reelaboração das matérias. O tempo para reflexão é
preenchido com dados irrelevantes e imagens bens construídas e sorrateiramente
negado ao receptor.
O ritmo das investigações policiais, da justiça e dos debates políticos
não combina com a rapidez da televisão, o que enfatiza a idéia de
incompetência. Os telejornalistas estão preocupados em mostrar detalhes,
mas o excesso de dados, nomes e números e a rapidez da
veiculação dificultam a compreensão da matéria.
Como em uma novela, na matéria seqüenciada o telespectador acompanha
o eixo principal, mas se perde nos desdobramentos. A segmentação
esvazia o conteúdo e torna o espetáculo o único objetivo possível.
Na divulgação das matérias, há uma dinâmica diferenciada para
cada tipo de material. Uma notícia importante invade velozmente todos
os telejornais. Já o serviço é produzido/divulgado com mais calma.
Pesam sobre ele critérios de qualidade mais rígidos e a quase obrigatoriedade
do ineditismo ou de um enfoque novo. O serviço é considerado
como algo “menor”, mas ele ocupa a maior parte do telejornal e
dispõe de uma maior estrutura de produção.
A matéria de repercussão pode ser feita com uma certa liberalidade
de tempo. Fica claro que existe uma repetição exaustiva de temas e
enfoques: há uma intencionalidade clara de agendar (no sentido de pauta
interpessoal) determinados assuntos.
O telejornalismo da Rede Globo tem uma evidente intenção de
informar e formar. Mas os limites de sua própria estrutura o colocam a
serviço da sociedade (e não do social) e limitam os caminhos para o qual
deve direcionar essa formação e a própria eficiência dessa intencionalidade.
Com pouco espaço para a análise e discussão dessa informação, não
colabora na construção dos sentidos do acontecimento social. Prisioneiro
de seus compromissos, o telejornalismo da Rede Globo não encontra
condições para priorizar as funções sociais da comunicação. Como jornalismo,
está entre o retrocesso e a vanguarda, entre o medo de ser ultrapassado
e a obrigação de ser o mais rápido, entre a necessidade da ação
e o medo da reflexão.
133
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